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Notícia


Subcomandante da Brigada Militar admite onda de violência atípica em 2010

Em menos de 20 horas, o Rio Grande do Sul registrou assaltos a dois postos de combustível - em Porto Alegre e Igrejinha -, à Estação Rodoviária e a agência dos Correios de Sapiranga, a um banco em São Leopoldo, e a uma empresa de transporte de valores, em Gravataí, que deixou um vigilante morto. No total, seis ataques de grande porte aconteceram somente nesta segunda-feira. Ao ser questionado pela reportagem da Rádio Guaíba sobre a série de assaltos, o subcomandante-geral da Brigada, Coronel Jones Calixtrato dos Santos, admitiu uma onda de violência no Estado nos primeiros meses de 2010.

O crescimento do número de crimes de maior repercussão levou a corporação a convocar nesta segunda-feira todos os comandantes regionais da Brigada Militar. Na reunião, oficiais debateram possíveis estratégias a serem adotadas nos próximos dias, que são mantidas em sigilo. "As providências serão percebidas pela população nos próximos dias", garantiu Santos.

O subcomandante ainda não tem uma avaliação concreta sobre os motivos para a onda de violência. "Quem sabe os criminosos estejam lendo os jornais e, ao notarem o crescimento da criminalidade, estejam acreditando que a impunidade aumentou", especulou.

Ele nega que o fato de a corporação ter hoje menos PMs do que possuía na década de 80 esteja por trás do problema "Creio que o déficit de PMs é suprimido pela distribuição eficiente de soldados de acordo com a população de cada município e os índices de crimes", avaliou.

No início deste mês, dados publicados no site da Secretaria Estadual de Segurança revelaram que o número de homicídios nos primeiros dois meses de 2010 cresceu 20% em relação ao mesmo período de 2008 e 10% em comparação com 2009.

No total, 320 assassinatos foram contabilizados entre janeiro e fevereiro. As estatísticas levaram a OAB gaúcha a emitir um alerta, especialmente após a morte do secretário municipal de saúde da Capital, Eliseu Santos.

"A situação chegou a um nível caótico", declarou o coordenador da comissão de direitos humanos da entidade, Ricardo Bréier.

Outro aspecto que chamou a atenção da BM e contribuiu para a convocação de comandantes regionais foi a série de assaltos com uso de artefatos explosivos. Nos últimos 30 dias, cinco ataques semelhantes ocorreram em quatro municípios gaúchos. A Polícia Civil suspeita que uma mesma quadrilha tenha realizado as ações, mas ainda não prendeu suspeitos.


Fonte: Correio do Povo



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