Assim que ficaram sabendo do falecimento do cantor tradicionalista Leonardo, ontem, dezenas de pessoas – fãs anônimos e personalidades –, se deslocaram para o Cemitério e Crematório Parque Saint Hilaire, em Viamão, na região Metropolitana. Nem mesmo a chuva, que caiu de maneira intermitente, pouco depois das 15h, impediu que admiradores do cantor fossem ao cemitério para dar o último adeus ao seu ídolo.
Muitos pilchados outros com roupa social, lotaram o saguão em frente à capela 3, onde o cantor estava sendo velado. Em comum, o lamento de todos pela perda do homem que compôs a canção que se tornou uma espécie de hino do Rio Grande do Sul: “Céu, Sol, Sul, Terra e Cor”. Vários não conseguiam conter as lágrimas. Entre as autoridades, o deputado Adão Villaverde esteve, de manhã, no velório. Inclusive, segundo familiares, Villaverde ligou para Brasília, comunicando a morte do cantor. Olívio Dutra não pode ir por estar viajando.
Aneli Savaris Sanabria, 58 anos, foi vestida de prenda. Eram 15h, quando ela entrou no saguão, onde estão as capelas. Foi até a capela, assinou o livro de presença - que já contava com mais de dez folhas -, e foi sentar-se em um banco. Aneli estava em uma reunião tradicionalista, quando resolveu ir ao velório. Ela lembrou que muitos amigos lhe perguntaram se iria vestida de prenda ao local. Decidida a se despedir de seu cantor preferido, ela não se intimidou e foi assim mesmo. “Ele (Leonardo) era gaúcho e eu também sou”, disse, usando uma lógica regional para justificar a vestimenta. “Resolvi vir e se não me deixassem entrar, paciência, mas é uma homenagem que faço a ele”.
A família da Aneli também é fã do cantor. Ela contou que sua neta, Bibiana, de 6 anos, vive cantando a canção “Céu, Sol, Sul...”. “Acompanhei a carreira dele e gostava muito de suas músicas”, elogiou. “Além disso, ele era muito charmoso, principalmente quando usava aqueles palas coloridos”.
|